...
uma porta trancada repleta de símbolos arcanos não era um bom
caminho, mas era o único que vislumbravam. Se soubessem o que havia
atrás daquela porta... Mas o tempo era escasso e outro caminho
desconhecido...
Embora
a cidade de Corvim fosse grande e interessante, a comitiva pouco
tempo passou ali. Tordeck entregou sua mensagem e recebeu ordens para
que retornasse a Castelo Branco. Já seus companheiros, conseguiram
trabalho como seguranças para realizar uma encouta de suprimentos a
um acampamento de uma milícia que ficava a dois dias dali. Não era
um trabalho lá muito bom, mas também não era perigoso e como eles precisavam de dinheiro se quisessem aproveitar a cidade decidiram
começar por ai. Já que o trajeto da encouta fazia parte de seu
caminho de volta Tordeck decidiu seguir com eles.
Esse
provavelmente foi o dinheiro mais fácil que a comitiva conseguiu.
Nada de estranho aconteceu pelo caminho. Ao chegar ao
acampamento a comitiva foi recebida por um capitão, que se mostrou
bem disposto a conversar como eles bem como a pagar o que foi
acordado.
Em
meio a conversa surge um gnomo habitante de uma pequena vila próxima
dali. O nome dele é Miglin Crackedquartz e ele pede ajuda a eles
dizendo:
- Faz
dois dias levei um grupo de três aventureiros para explorar um
complexo de túneis chamado Wormwrithings, próximos daqui. Dentro
dos túneis fomos atacados por kobolds fiquei com medo e fugi. O
problema é que eles ainda não voltaram e estou me sentindo culpado
por não ter feito nada. O senhores poderiam me ajudar a
encontrá-los.
O
capitão diz estar no meio de um treinamento e infelizmente não
poder dispor de homens para ajudar Miglin, entretanto Tordeck
compadecido do sofrimento do pobre gnomo se prontifica a ajudar.
É
interessante como grandes aventuras as vezes começam com fatos
praticamente sem importância. Se naquele momento qualquer um deles
soubesse no que iam se meter, certamente não teriam aceitado ajudar
aquele pequeno e aparentemente inofensivo gnomo...
A entrada para os túneis cavados pelos vormes se encontrava dentro de uma pequena cidade de gnomos chamada Pedrassolar. A cidade ficava encravada em um complexo de cavernas bem próximo de onde nossos aventureiros se encontravam.
E em menos de uma hora de caminhada eles já estavam às portas da cidade. Lá eles observam algo bastante incomum. Havia vários símbolos arcanos gravados nas portas da cidade, além de uma frase particularmente inquietante:
"Não
permita que aqueles que vieram daquele que nunca volta conquistem
aquele que nunca passa trazendo para todos o que matamos quando mais
está nos matando."
Questionado sobre isso, Miglim, afirma que aquilo fora trabalho de malévolos drows que outrora destruíram a cidade, que agora ele e um grupo de gnomos tentava reerguer.
A
comitiva decide não dar muita importância a este episódio e entra
na cidade. Lá eles se dirigem a taverna das pedras cantantes onde
Miglim pega alguns equipamentos, cordas e picaretas que poderiam ser
úteis durante a busca.
Seguindo
seu caminho os cinco aventureiros se dirigem aos túneis. Logo na
entrada eles são emboscados por um grupo de kobolds que sentem a
fúria dos martelos de Tordeck e Gunar. A diferença de habilidades é
bastante acentuada forçando os kobolds a fugirem rapidamente, mesmo
estando em maior número.
Ária,
receosa, de que Miglim pudesse fugir e abandoná-los naqueles túneis,
decide seguir na retaguarda do grupo, deixando apenas os guerreiros
na linha de frente. Honam, aparentemente era covarde e não tinha
muita disposição para o combate, assim ele se colocou entre os
guerreiros e a amazona, durante a marcha, próximo ao gnomo.
A
procura pelos aventureiros desaparecidos foi longa e tediosa. Os
túneis eram irregulares e cheios de ramificações, um verdadeiro
labirinto.
O primeiro dia de buscas foi infrutífero. Durante as buscas, no início do segundo dia, eles encontraram casualmente um veio de um cristal estranho que Miglim afirmou ter algum valor na cidade, assim eles decidiram para para extraí-lo. Isso não foi de todo uma boa ideia, uma vez que o barulho feito pela escavação chamou a atenção de um grupo de kobolds, que novamente tentaram, sem sucesso, emboscar nossa comitiva.
Gunar,
definitivamente, não gostou dessa busca. Os túneis não eram muito
estáveis e por três vezes ele teve o azar de cair em buracos que se
abriam como resultado de pequenos desmoronamentos. Honam, inclusive,
ao fim do segundo dia, já começava a compor uma canção sobre um
certo "mergulhador de buracos".
Quando
nossa comitiva já estava quase desistindo, ela finalmente encontra
alguns rastros que mais tarde os levariam aos aventureiros perdidos.
Ao avistá-los, Miglim corre na direção deles. Mas a alegria e
festa pelo re encontro teria que ficar para depois pois eles são
surpreendidos por um número considerável de kobolds que traziam um
ogro acorrentado.
A
luta foi árdua, principalmente por conta do ogro que atacou
furiosamente. É bem verdade que a estranha cação que Honam começou
a entoar durante a luta ajudou, mas o que realmente acabou sendo
decisivo foi a força de Gunar e a incrível precisão com o arco da
elfa que estava com os aventureiros perdidos.
Após
a luta eles decidiram se distanciar dali antes que pudessem
conversar. E assim fizeram. Miglim se desculpou por ter abandonado os
aventureiros, e eles aceitaram prontamente as desculpas.
Os
aventureiros perdidos eram: Azuma, uma jovem e bela duelista humana,
que tinha como principal característica seu gênio forte. Rem uma
arqueira elfa, mito amável e prestativa e finalmente aquele que
parecia ser o líder do grupo, Kiritus, um humano que apesar de não
parecer muito forte havia mostrado bastante habilidade ao manusear
suas duas espadas durante o combate contra os kobolds e o ogro.
Aliás, suas duas espadas chamavam mais atenção que ele próprio,
uma delas era negra como a noite e a outra reluzia como se emitisse
um brilho frio.
Durante
o caminho de volta, que foi rápido, devido aos conhecimentos de
Tordeck sobre cavernas, ele pergunta aos outros como se perderam,
então Rem responde:
Fomos
emboscados por kobolds. Durante a emboscada, eles roubaram um colar
meu que era uma recordação de minha mãe. Não tivemos outra
escolha. Kiritus tentou reencontrar o caminho mas não conseguiu.
Miglim
curioso pergunta:
"Como
vocês conseguiram sobreviver aqui em baixo?"
"Sobrevivemos
esses dias com insetos e água roubada dos kobolds. Você quer provar
um? A Azuma cozinha tão bem que mesmo esse aqui ficou bem gostoso! "
- responde Kiritus.
Ao
sair dos túneis dos vormes todos decidem que o melhor seria
fechá-los o que é feito com ajuda das picaretas que Miglim trouxe
consigo.
Kiritus
garante a Gunar que se um dia eles precisarem podem contar com sua
ajuda. Azuma presenteia Ária com uma pedra de mítril que ela
encontrou nos túneis.
"Precisamos
de algum descanso, mas se o destino permitir nos encontraremos em
breve." - afirma Kiritus.
Todo
o grupo segue para a taverna das pedras cantantes, onde uma nova
aventura começaria...

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