quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Rei Encarnado


... A frente, o grande portal. Como abri-lo nenhum deles sabia, nem mesmo quanto tempo ele permaneceria aberto, mas era nele que depositavam suas últimas esperanças,..

Após resgatarem os aventureiros perdidos, nossa comitiva se dirigiu a única taverna existente em Pedrassolar, a taverna das Pedras Cantantes. Tal lugar um dia atraíra muitos para ouvir a performance de seus ministreis que tocavam um curioso instrumento, chamado chinforinfora, feito de um tipo especial de cristal. O curioso nessa história, que nossos aventureiros ainda desconheciam, era que poucos eram capazes de ouvir as vibrações de tal instrumento, mesmo assim ele era muito apreciado pelos gnomos e mesmo por outros aventureiros.

Ao chegar à taverna, Gunar logo procurou pela melhor cerveja e se acomodou para descansar e beber, enquanto Ária se retirou para descansar. Honam foi tagarelar com o taverneiro. O nome dele era Gurmadden Stonesinger e além de taverneiro, ele era um bardo versado no curioso instrumento chamado chinforinfora.

Curioso, sobre tal instrumento, Tordeck pediu para para que Stonesinger tocasse alguma coisa. Mas este afirma não ser possível pois não possui todos os cristais necessários. Honam, percebendo a oportunidade, mostra os cristais que eles recolheram nos túneis e pergunta a ele se algum daqueles cristais poderiam ser úteis a Stonesinger.

Ao ver os cristais, Stonesinger, oferece 30 moedas de ouro e um recital a eles em troca dos cristais. Honam aceita, já que os cristais não valiam praticamente nada fora dali.

Para a decepção de Honam e Tordeck nenhum deles conseguia ouvir nada. Mesmo assim Gunar achou a "música" bastante interessante, e até pediu um bis.

Após a música, Gunar pergunta a Stonesinger o porque de aquele lugar parecer tão abandonado.

"A muito tempo essa lugar era uma cidade bastante movimentada, entretanto a mais ou menos uns 200 anos essa cidade foi completamente destruída por perversos drows. Os gnomos que você vê por aqui são em sua maioria descendentes dos antigos moradores da cidade que procuram reerguê-la" - respondeu Stonesinger com um olhar um pouco melancólico.

"Boa sorte na reconstrução da cidade!" - afirmou Tordeck.

"Realmente vamos precisar de bastante sorte. Nossos recursos são poucos e há muito trabalho a fazer." - tornou Stonesinger.

"Não devemos permanecer nessa cidade por muito tempo, mas talvez possamos fazer algo para ajudar." - afirmou Tordeck, e completou - "Há alguém que esteja liderando a reconstrução dessa cidade?"

"Há sim, o nome dele é Burrow e ele certamente ficaria satisfeito se pudessem ajudar. Se quiserem posso pedir a Miglim que o apresente a vocês amanhã."

No dia seguinte, nossos aventureiros decidiram ir conhecer Burrow e graças a ajuda de Miglim não tiveram dificuldades em falar com ele.

"É bom ver caras diferentes por aqui! Meu nome é Burrow Warden Kargien e sou o líder da expedição gnômica que tenta reconstruir Pedrassolar" - disse ele com orgulho.

Burrow era um gnomo bem aparentado, trajava uma túnica vermelha e tinha uma barba respeitável. Apesar da aparência amável ele era astuto e bem ganancioso. Assim ele convidou nossa comitiva para um café a fim de perscrutar quais seriam as intenções dos aventureiros.

Durante o café, Burrow percebe estar lidando com mercenários e decide que seria interessante usá-los para resolver alguns dos problemas da cidade. Com esse intuito ele conta um pouco da história da cidade (a mesma que Stonesinger contara antes) e explica que há muitas recordações de seu povo aqui e é por isso que eles precisam recuperar a cidade. Ele também reclama que os gnomos estão em uma situação difícil, pois um grupo de orcs se instalou em cavernas ao norte da cidade e está atrapalhando em muito a reconstrução. Além disso, ele fala sobre a Casa do Centro, onde outrora fora a sede do governo dos gnomos e que hoje está tomada por criaturas perigosas. E por fim, para fomentar a ganância de nossa comitiva, ele comenta sobre um tesouro perdido, em meio ao qual se encontra a coroa do último rei da cidade.

Interessado no assunto, Honam pergunta se eles poderiam ser úteis de alguma forma. Burrow afirma que sim e até promete uma recompensa caso eles achem o tesouro. Mas avisa que não tem ideia de onde ele possa estar. Além disso, afirma também ter assuntos mais urgentes a tratar, como por exemplo os orcs.

Honam, que tinha como uma de suas maiores virtudes não se arriscar desnecessariamente, oferece ajuda para tornar a Casa do Centro habitável, na esperança de que lá ele pudesse encontrar algo de valor que fizesse essa tarefa valer a pena.

Ao fim da conversa, Burrow reforça a oferta de uma boa recompensa caso eles conseguissem encontrar a coroa perdida.

Tordeck e Ária decidem retornar a taverna. Já Honam e Gunar vão explorar um pouco mais o lugar. Enquanto isso, no portão da cidade um pensamento pairava pelo ar:

"Runas arcanas ... encantamento de proteção .... interessante, esse lugar pode ter algo que valha a pena..."

Mas essa não é a história sobre esse pensamento misterioso e sim sobre nossa comitiva. Apenas não pensem que Tordeck, Ária, Gunar e Honam fossem os únicos em Pedrassolar capazes de se aventurar.

Honam e Gunar decidem explorar um pouco a cidade. Gunar acaba encontrando uma espécie de loja para aventureiros e depois de alguma negociação consegue comprar o último frasco de fogo grego da loja. Além disso ele passeia pela cidade e observa que ela é quase completamente constituída de ruínas. Outro ponto, inquietante, que ele observa são pequenas barricadas espalhadas pela cidade e nessas barricadas dois ou três gnomos a observar e em posição defensiva.



Já Honam acaba por descobrir algo bastante peculiar. Em uma das cavernas, fortuitamente chamada de Salão das Pedras Falantes, ele encontra um sacerdote gnomo que tentava se comunicar com seu deus através de alguns monólitos dispostos em forma circular no salão. O gnomo, até, afirmou ser possível prever o futuro através das vibrações das pedras. Entretanto o gnomo não conseguia mais ouvir as vibrações e assim prever o futuro, e isso o preocupava.

Enquanto isso, Tordeck e Ária retornam a taverna, onde encontraram alguns aventureiros. Entre eles um recém chegado, de alcunha Mãos Leves, que depois de um quase começo de briga os convida a tomarem uma caneca de cerveja e acaba se mostrando bastante amigável. Ele se apresenta como um caçador de tesouros, que estava viajando a procura de alguma aventura que valesse a pena. E assim eles passam algumas horas descontraídas juntos.

Esses seriam os últimos momentos de tranquilidade que eles teriam em Pedrassolar...





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