...
A frente, o grande portal. Como abri-lo nenhum deles sabia, nem mesmo
quanto tempo ele permaneceria aberto, mas era nele que depositavam
suas últimas esperanças,..
Após
resgatarem os aventureiros perdidos, nossa comitiva se dirigiu a
única taverna existente em Pedrassolar, a taverna das Pedras
Cantantes. Tal lugar um dia atraíra muitos para ouvir a performance
de seus ministreis que tocavam um curioso instrumento, chamado
chinforinfora, feito de um tipo especial de cristal. O curioso nessa
história, que nossos aventureiros ainda desconheciam, era que poucos
eram capazes de ouvir as vibrações de tal instrumento, mesmo assim
ele era muito apreciado pelos gnomos e mesmo por outros aventureiros.
Ao
chegar à taverna, Gunar logo procurou pela melhor cerveja e se
acomodou para descansar e beber, enquanto Ária se retirou para
descansar. Honam foi tagarelar com o taverneiro. O nome dele era
Gurmadden Stonesinger e além de taverneiro, ele era um bardo versado
no curioso instrumento chamado chinforinfora.
Curioso,
sobre tal instrumento, Tordeck pediu para para que Stonesinger
tocasse alguma coisa. Mas este afirma não ser possível pois não
possui todos os cristais necessários. Honam, percebendo a
oportunidade, mostra os cristais que eles recolheram nos túneis e
pergunta a ele se algum daqueles cristais poderiam ser úteis a
Stonesinger.
Ao
ver os cristais, Stonesinger, oferece 30 moedas de ouro e um recital
a eles em troca dos cristais. Honam aceita, já que os cristais não
valiam praticamente nada fora dali.
Para
a decepção de Honam e Tordeck nenhum deles conseguia ouvir nada.
Mesmo assim Gunar achou a "música" bastante interessante,
e até pediu um bis.
Após
a música, Gunar pergunta a Stonesinger o porque de aquele lugar
parecer tão abandonado.
"A
muito tempo essa lugar era uma cidade bastante movimentada,
entretanto a mais ou menos uns 200 anos essa cidade foi completamente
destruída por perversos drows. Os gnomos que você vê por aqui são
em sua maioria descendentes dos antigos moradores da cidade que
procuram reerguê-la" - respondeu Stonesinger com um olhar um
pouco melancólico.
"Boa
sorte na reconstrução da cidade!" - afirmou Tordeck.
"Realmente
vamos precisar de bastante sorte. Nossos recursos são poucos e há
muito trabalho a fazer." - tornou Stonesinger.
"Não
devemos permanecer nessa cidade por muito tempo, mas talvez possamos
fazer algo para ajudar." - afirmou Tordeck, e completou - "Há
alguém que esteja liderando a reconstrução dessa cidade?"
"Há
sim, o nome dele é Burrow e ele certamente ficaria satisfeito se
pudessem ajudar. Se quiserem posso pedir a Miglim que o apresente a
vocês amanhã."
No
dia seguinte, nossos aventureiros decidiram ir conhecer Burrow e
graças a ajuda de Miglim não tiveram dificuldades em falar com ele.
"É
bom ver caras diferentes por aqui! Meu nome é Burrow Warden Kargien
e sou o líder da expedição gnômica que tenta reconstruir
Pedrassolar" - disse ele com orgulho.
Burrow
era um gnomo bem aparentado, trajava uma túnica vermelha e tinha uma
barba respeitável. Apesar da aparência amável ele era astuto e bem
ganancioso. Assim ele convidou nossa comitiva para um café a fim de
perscrutar quais seriam as intenções dos aventureiros.
Durante
o café, Burrow percebe estar lidando com mercenários e decide que
seria interessante usá-los para resolver alguns dos problemas da
cidade. Com esse intuito ele conta um pouco da história da cidade (a
mesma que Stonesinger contara antes) e explica que há muitas
recordações de seu povo aqui e é por isso que eles precisam
recuperar a cidade. Ele também reclama que os gnomos estão em uma
situação difícil, pois um grupo de orcs se instalou em cavernas ao
norte da cidade e está atrapalhando em muito a reconstrução. Além
disso, ele fala sobre a Casa do Centro, onde outrora fora a sede do
governo dos gnomos e que hoje está tomada por criaturas perigosas. E
por fim, para fomentar a ganância de nossa comitiva, ele comenta
sobre um tesouro perdido, em meio ao qual se encontra a coroa do
último rei da cidade.
Interessado
no assunto, Honam pergunta se eles poderiam ser úteis de alguma
forma. Burrow afirma que sim e até promete uma recompensa caso eles
achem o tesouro. Mas avisa que não tem ideia de onde ele possa
estar. Além disso, afirma também ter assuntos mais urgentes a
tratar, como por exemplo os orcs.
Honam,
que tinha como uma de suas maiores virtudes não se arriscar
desnecessariamente, oferece ajuda para tornar a Casa do Centro
habitável, na esperança de que lá ele pudesse encontrar algo de
valor que fizesse essa tarefa valer a pena.
Ao
fim da conversa, Burrow reforça a oferta de uma boa recompensa caso
eles conseguissem encontrar a coroa perdida.
Tordeck
e Ária decidem retornar a taverna. Já Honam e Gunar vão explorar
um pouco mais o lugar. Enquanto isso, no portão da cidade um
pensamento pairava pelo ar:
"Runas
arcanas ... encantamento de proteção .... interessante, esse lugar
pode ter algo que valha a pena..."
Mas
essa não é a história sobre esse pensamento misterioso e sim sobre
nossa comitiva. Apenas não pensem que Tordeck, Ária, Gunar e Honam
fossem os únicos em Pedrassolar capazes de se aventurar.
Honam
e Gunar decidem explorar um pouco a cidade. Gunar acaba encontrando
uma espécie de loja para aventureiros e depois de alguma negociação
consegue comprar o último frasco de fogo grego da loja. Além disso
ele passeia pela cidade e observa que ela é quase completamente
constituída de ruínas. Outro ponto, inquietante, que ele observa
são pequenas barricadas espalhadas pela cidade e nessas barricadas
dois ou três gnomos a observar e em posição defensiva.
Já
Honam acaba por descobrir algo bastante peculiar. Em uma das
cavernas, fortuitamente chamada de Salão das Pedras Falantes, ele
encontra um sacerdote gnomo que tentava se comunicar com seu deus
através de alguns monólitos dispostos em forma circular no salão.
O gnomo, até, afirmou ser possível prever o futuro através das
vibrações das pedras. Entretanto o gnomo não conseguia mais ouvir
as vibrações e assim prever o futuro, e isso o preocupava.
Enquanto
isso, Tordeck e Ária retornam a taverna, onde encontraram alguns
aventureiros. Entre eles um recém chegado, de alcunha Mãos Leves,
que depois de um quase começo de briga os convida a tomarem uma
caneca de cerveja e acaba se mostrando bastante amigável. Ele se apresenta como um caçador de tesouros, que estava viajando a procura de alguma aventura que valesse a pena. E assim eles passam algumas horas descontraídas juntos.
Esses
seriam os últimos momentos de tranquilidade que eles teriam em
Pedrassolar...

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