"...Toda tirania um dia tem um final e essa era a vez de Terramum Valares, assassinado pela própria filha, bem diante dos olhos perplexos de nossa comitiva..."
"Eu não tenho a obrigação de responder a essa afronte!" - respondeu Kardinal, saindo calmamente pela porta.
Algum tempo se passou até que Honam e Mãos Leves decidissem seguir Kardinal. A essa altura ele se dirigia a Taverna das Pedras Cantantes.
"Espere Kardinal! Você nos deve muitas explicações!" - bradou Mãos Leves.
O mago de capa azul ignorou nossos heróis. Proferindo algumas palavras ininteligíveis, voou até o telhado da taverna, onde foi envolto em uma luz clara e intensa, desaparecendo logo em seguida.
No telhado da taverna nossos aventureiros encontraram um círculo mágico de tele transporte, que não seriam capazes de usar em seu nível atual.
"Pelo menos sabemos que sair dessa cidade não é impossível." - afirmou Honam.
E os dias foram se passando. Burrow Kargien, reassumiu o controle da cidade, que ele nem remotamente pensava em deixar, apesar da insistência de Honam e Kiritus. Burrow inclusive decidiu se mudar para a Casa do Centro, lugar que ele considerava mais apropriado para um rei.
Pelo menos os orcs aparantemente tinham dado uma trégua, seus ataques cessaram. Mas isso não era motivo para se comemorar, nem tão pouco investigar, já que nossos aventureiros estavam as voltas com dois problemas mais graves: a inesplicável doença que avançava e o aparecimento de estranhas criaturas que começaram a atacar qualquer um que elas encontrassem. Burrow é claro não tinha capacidade para lidar com essas situações, que acabou ficando a cargo do grupo de Kiritus.
Em contra partida Honam, Ária e Gunnar continuavam a procurar por uma saída daquele lugar deprimente. Em uma das explorações que eles fizeram, acabaram cercados pelas estranhas criaturas e foram forçados a recuar por alguns pequenos túneis que eles ainda não haviam explorado.
Oculto pelos túneis os restos de um grande acampamento orc esperavam por nossos aventureiros. Tal acampamento se erguia as portas de um templo em ruínas. Próximo ao templo havia uma fonte com vários peixes em seu interior.
Vendo que não estavam sendo seguidos por nada nem ninguém, nossos aventureiros decidiram parar naquele lugar para investigar e descansar. Gunnar preparou uma refeição incrível com os peixes, Honam e Ária investigaram o templo e os restos do acampamento orc.
"Quem construiu essa cidade não poderia ter feito ela com menos saídas?" - indagou ironicamente Honam.
"Meh! Nenhuma pista aqui também. Já estou cansado disso." - replicou Gunnar cheio de desanimo no olhar.
Enquanto isso Ária observava a fonte com olhos distantes. Então abruptamente ela mergulhou na fonte, voltando algum tempo depois com um pequeno cubo feito de milhares de pequenos pedaços de metal.
"O que é isso Ária? Ficou maluca?" - bradou Honam.
"Talvez." - replicou Ária, mostrando seu achado.
Passaram várias horas tentando desvendar o cubo, desistindo ao final sem nada descobrir. Decidiram então que aquele lugar não era seguro e começaram a se esgueirar novamente para a parte "segura" da cidade dos gnomos.
Em seu caminho de volta eles encontram algo que os deixa realmente animados. Uma passagem desmoronada sobre o corpo de dois orcs.
"Vocês não acham estranho que os orcs tenham desaparecido?" - perguntou Honam.
"Talvez eles tenham desistido desse lugar e achado uma saída." - respondeu Ária esperançosa.
"Vocês não estão querendo me dizer ... que acham que os orcs fugiram dessa cidade condenada... por essa passagem. Estão?" - retrucou Gunnar com uma certa alegria no olhar. - "Deveriamos voltar aqui depois e investigar essa passagem."
"Concordo, mas antes vamos voltar a cidade e descansar um pouco." - disse Homam cheio de preguiça.


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