sexta-feira, 4 de abril de 2014

A Casa do Centro: 1° Parte

... Pergaminhos revelavam detalhes de uma história imemoravelmente terrível conhecida graças aos poderes da Centelha Infernal. Uma nova aventura estava prestes a ser escrita...

Um novo dia, uma nova aventura. Tordeck, Honam, Gunar e Ária se encontraram pela manhã na taverna das Pedras Cantantes com o objetivo de explorar a Casa do Centro. Mas antes que eles se dirigissem a ela tiveram a primeira surpresa do dia. Aquele conhecido como Mãos Leves estava no salão comunal da taverna e ao perceber que eles se preparavam para explorar algum lugar se ofereceu para acompanhá-los. Tal oferta parecia estranha e intrusiva a princípio, mas alguma coisa em Mãos Leves inspirava confiança e ademais eles não tinham como impedir que ele os seguisse se assim desejasse.

"É mais sábio o termos por perto que pelas costas, pelo menos assim podemos o observar melhor." - ponderou Honam e assim eles permitiram que Mãos Leves os acompanhasse.

Depois de atravessarem vários tuneis e salões nossa comitiva finalmente chega ao salão conhecido como Casa do Centro. Uma luz fraca envolvia o salão permitindo que eles observassem a maioria dos
edifícios  cujo estado não era animador: Ruínas! A edificação ao centro, a menos danificada de todas, era inconfundivelmente a Casa do Centro. O nível superior parecia ter colapsado, mas a parte de baixo estava praticamente intacta. Duas entradas eram visíveis: uma envolta em escuridão e com as portas destruídas a leste e outra a sul da construção que emanava uma fraca luz alaranjada.

Temendo a luz alaranjada, nossa comitiva decide entrar pela porta escura. Gunar e Mãos Leves, empunhando tochas se põe a frente. Eles seguem por um breve corredor de paredes de pedra e chão de ardósia, que acaba se dividindo em forma de T, assim decidem seguir para a direita. Com um passo cuidadoso vão atentos a possíveis armadilhas.




Mais alguns passos, e o corredor trazia uma quebra a esquerda. Em um canto um esqueleto de um gnomo vestindo uma cota de malha. Em uma das mãos uma picareta e ao pescoço uma corrente pendia prendendo um cantil e uma chave.

Gunar e Mãos Leves não quiseram se aproximar temendo uma armadilha. Entretanto, Ária, mostrando um de seus maiores defeitos, foi direto a ele e pegou o cantil, a chave e a picareta sem se preocupar com possíveis armadilhas. Para sua sorte nenhuma havia ali.

"Vamos!" - incitou Ária. O olhar de Gunar em retribuição mostrava sua contrariedade.

Continuaram caminhando por alguns corredores semelhantes, não sem antes Gunar fazer algumas anotações numa espécie de mapa improvisado. Em dos corredores havia uma velha armadilha, que não foi percebida por ninguém, mas para a sorte de todos ela não funcionou. Assim escaparam de uma possível morte sem nem mesmo saber disso. Sorte deles, azar do mundo!

Mas sorte é algo que não dura para sempre, e Ária estava prestes a descobrir isso. Chegaram a um salão maior, cujo chão estava coberto por séculos de sujeira, em um dos canto jazia um ninho de centopeias gigantes. Espalhados pelo salão alguns besouros de fogo que emitiam uma luz alaranjada dando ao lugar um ar um pouco sobrenatural. No lado oposto uma grande porta de madeira não totalmente cerrada. Ária tomou a frente e começou a atravessar o salão, e antes que qualquer um pudesse dizer "tome cuidado" ela se dirigiu ao ninho de centopeias gigantes procurando pelo que ela não perdeu. O resultado não poderia ser outro, as criaturas se assustaram e a atacaram ferozmente. Ária se defendeu bem, mas não foi páreo para a quantidade e intensidade das criaturas. Ela teria sido morta, não fosse a rápida intervenção de Gunar e Tordeck. Honam e Mãos Leves se entreolharam e nada fizeram.

Com a amazona fora de combate, decidiram voltar a taverna uma vez que o lugar parecia inexplorado e eles não tinham pressa nem necessidade de si arriscar ali. Mas a volta não foi tranquila, ao chegar próximos a parte da cidade controlada pelos gnomos eles se viram em meio a uma investida de alguns orcs contra os gnomos.

Havia dois gnomos em condições de lutar e quatro orcs dispostos a causar o caos. Honam e Tordeck decidiram permanecer com Ária, enquanto Gunar e Mãos Leves se juntaram aos gnomos para rechaçar os orcs.

A luta foi rápida, porém violenta. Antes que Gunar e Mãos Leves tivessem a oportunidade de interferir um dos orcs decapitou um gnomo. Sentindo a desvantagem numérica, Mãos Leves usou seus poderes para conjurar uma ilusão de um terceiro guerreiro gnomo vindo da direção contrária a deles. Gunar, por sua vez desferiu uma poderosa martelada contra um dos orcs levando-o ao chão e se emparelhou com o gnomo restante.

Um dos orcs decidiu atacar a ilusão, enquanto os dois restantes avançaram contra Gunar e o gnomo. Com um tempo de reação perfeito Gunar se esquivou do primeiro e com um chambão evitou que o segundo acertasse o gnomo, que agradecido pela ajuda cravou sua espada curta na barriga do orc.

O primeiro orc tendo percebido que cometera um erro ao atacar a ilusão voltou-se para ajudar seus companheiros, atacando o primeiro que ele encontrou pela frente. Entretanto, esse era Mãos Leves que em um movimento rápido desembainhou duas espadas curtas, bem em tempo de desviar o machado do orc com uma delas e atravessar a garganta dele com a outra. Mas não em tempo de ver Gunar esmagar os miolos do último orc.

Muito agradecido, o gnomo troucou algumas palavras com os aventureiros e afirmou que se eles precisassem de algo poderiam contar com ele. Eles se despediram e voltaram para a taverna a fim de tratar de Ária.



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