... Pergaminhos revelavam detalhes de uma história imemoravelmente terrível conhecida graças aos poderes da Centelha Infernal. Uma nova aventura estava prestes a ser escrita...
Um novo dia, uma nova aventura. Tordeck, Honam, Gunar e Ária se encontraram pela manhã na taverna das Pedras Cantantes com o objetivo de explorar a Casa do Centro. Mas antes que eles se dirigissem a ela tiveram a primeira surpresa do dia. Aquele conhecido como Mãos Leves estava no salão comunal da taverna e ao perceber que eles se preparavam para explorar algum lugar se ofereceu para acompanhá-los. Tal oferta parecia estranha e intrusiva a princípio, mas alguma coisa em Mãos Leves inspirava confiança e ademais eles não tinham como impedir que ele os seguisse se assim desejasse.
"É mais sábio o termos por perto que pelas costas, pelo menos assim podemos o observar melhor." - ponderou Honam e assim eles permitiram que Mãos Leves os acompanhasse.
Depois de atravessarem vários tuneis e salões nossa comitiva finalmente chega ao salão conhecido como Casa do Centro. Uma luz fraca envolvia o salão permitindo que eles observassem a maioria dos
edifícios cujo estado não era animador: Ruínas! A edificação ao centro, a menos danificada de todas, era inconfundivelmente a Casa do Centro. O nível superior parecia ter colapsado, mas a parte de baixo estava praticamente intacta. Duas entradas eram visíveis: uma envolta em escuridão e com as portas destruídas a leste e outra a sul da construção que emanava uma fraca luz alaranjada.
edifícios cujo estado não era animador: Ruínas! A edificação ao centro, a menos danificada de todas, era inconfundivelmente a Casa do Centro. O nível superior parecia ter colapsado, mas a parte de baixo estava praticamente intacta. Duas entradas eram visíveis: uma envolta em escuridão e com as portas destruídas a leste e outra a sul da construção que emanava uma fraca luz alaranjada.
Temendo a luz alaranjada, nossa comitiva decide entrar pela porta escura. Gunar e Mãos Leves, empunhando tochas se põe a frente. Eles seguem por um breve corredor de paredes de pedra e chão de ardósia, que acaba se dividindo em forma de T, assim decidem seguir para a direita. Com um passo cuidadoso vão atentos a possíveis armadilhas.
Mais
alguns passos, e o corredor trazia uma quebra a esquerda. Em um canto
um esqueleto de um gnomo vestindo uma cota de malha. Em uma das mãos
uma picareta e ao pescoço uma corrente pendia prendendo um cantil e
uma chave.
Gunar
e Mãos Leves não quiseram se aproximar temendo uma armadilha.
Entretanto, Ária, mostrando um de seus maiores defeitos, foi direto
a ele e pegou o cantil, a chave e a picareta sem se preocupar com
possíveis armadilhas. Para sua sorte nenhuma havia ali.
"Vamos!"
- incitou Ária. O olhar de Gunar em retribuição mostrava sua
contrariedade.
Continuaram
caminhando por alguns corredores semelhantes, não sem antes Gunar
fazer algumas anotações numa espécie de mapa improvisado. Em dos
corredores havia uma velha armadilha, que não foi percebida por
ninguém, mas para a sorte de todos ela não funcionou. Assim
escaparam de uma possível morte sem nem mesmo saber disso. Sorte
deles, azar do mundo!
Mas
sorte é algo que não dura para sempre, e Ária estava prestes a
descobrir isso. Chegaram a um salão maior, cujo chão estava coberto
por séculos de sujeira, em um dos canto jazia um ninho de centopeias
gigantes. Espalhados pelo salão alguns besouros de fogo que emitiam
uma luz alaranjada dando ao lugar um ar um pouco sobrenatural. No
lado oposto uma grande porta de madeira não totalmente cerrada. Ária
tomou a frente e começou a atravessar o salão, e antes que qualquer
um pudesse dizer "tome cuidado" ela se dirigiu ao ninho de
centopeias gigantes procurando pelo que ela não perdeu. O resultado
não poderia ser outro, as criaturas se assustaram e a atacaram
ferozmente. Ária se defendeu bem, mas não foi páreo para a
quantidade e intensidade das criaturas. Ela teria sido morta, não
fosse a rápida intervenção de Gunar e Tordeck. Honam e Mãos Leves
se entreolharam e nada fizeram.
Com a
amazona fora de combate, decidiram voltar a taverna uma vez que o
lugar parecia inexplorado e eles não tinham pressa nem necessidade
de si arriscar ali. Mas a volta não foi tranquila, ao chegar
próximos a parte da cidade controlada pelos gnomos eles se viram em
meio a uma investida de alguns orcs contra os gnomos.
Havia
dois gnomos em condições de lutar e quatro orcs dispostos a causar
o caos. Honam e Tordeck decidiram permanecer com Ária, enquanto
Gunar e Mãos Leves se juntaram aos gnomos para rechaçar os orcs.
A
luta foi rápida, porém violenta. Antes que Gunar e Mãos Leves
tivessem a oportunidade de interferir um dos orcs decapitou um gnomo.
Sentindo a desvantagem numérica, Mãos Leves usou seus poderes para
conjurar uma ilusão de um terceiro guerreiro gnomo vindo da direção
contrária a deles. Gunar, por sua vez desferiu uma poderosa
martelada contra um dos orcs levando-o ao chão e se emparelhou com o
gnomo restante.
Um
dos orcs decidiu atacar a ilusão, enquanto os dois restantes
avançaram contra Gunar e o gnomo. Com um tempo de reação perfeito
Gunar se esquivou do primeiro e com um chambão evitou que o segundo
acertasse o gnomo, que agradecido pela ajuda cravou sua espada curta na
barriga do orc.
O
primeiro orc tendo percebido que cometera um erro ao atacar a ilusão
voltou-se para ajudar seus companheiros, atacando o primeiro que ele
encontrou pela frente. Entretanto, esse era Mãos Leves que em um
movimento rápido desembainhou duas espadas curtas, bem em tempo de desviar
o machado do orc com uma delas e atravessar a garganta dele com a
outra. Mas não em tempo de ver Gunar esmagar os miolos do último
orc.
Muito agradecido, o gnomo troucou algumas palavras com os aventureiros e afirmou que se eles precisassem de algo poderiam contar com ele. Eles se despediram e voltaram para a taverna a fim de tratar de Ária.

Nenhum comentário:
Postar um comentário